Cobrar pouco é um dos erros mais comuns de quem começa a trabalhar por conta própria. O resultado é trabalhar muito, ganhar pouco e não ter margem para crescer. Veja um método simples para saber como precificar seus serviços sendo autônomo.
Passo 1: quanto você precisa ganhar por mês
Some o seu custo de vida pessoal, o valor que quer guardar para reserva e aposentadoria e uma margem para férias e imprevistos. Esse é o seu pró-labore-alvo.
Passo 2: quanto custa manter o seu negócio
Liste os custos mensais do trabalho: ferramentas e softwares, internet e telefone, transporte, marketing, contador, equipamentos (divididos pela vida útil) e os impostos.
Passo 3: quantas horas você realmente fatura
Você não fatura 8 horas por dia. Parte do tempo vai para prospecção, deslocamento, administração e estudo. Para muitos autônomos, só 50% a 60% das horas trabalhadas são de fato cobráveis. Seja honesto nessa conta.
Passo 4: a fórmula
Valor da hora = (pró-labore-alvo + custos do negócio) ÷ horas faturáveis no mês
Exemplo: com pró-labore-alvo de R$ 6.000, custos de R$ 2.000 e 80 horas faturáveis, sua hora mínima é de R$ 100. Esse é o piso, não o preço final.
Passo 5: ajuste pelo valor e pelo mercado
Pesquise quanto cobram profissionais com experiência parecida e considere o valor que o seu serviço gera para o cliente. Um projeto que gera um grande resultado para o cliente pode (e deve) custar mais que a soma das horas. Sempre que possível, prefira cobrar por projeto ou pacote, não por hora.
Como reajustar sem perder clientes
- Avise com antecedência (30 a 60 dias)
- Aplique o novo preço primeiro para clientes novos
- Mostre o que mudou: mais experiência, mais entregas, melhores resultados
- Reajuste pelo menos uma vez por ano para acompanhar a inflação
Preço justo não é o mais barato. É o que sustenta um trabalho bem feito por muitos anos.


